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Jornalista há 30 anos, Regiani Ritter diz não se sentir precursora para as mulheres

abril 4th, 2018 | by Redacao
Jornalista há 30 anos, Regiani Ritter diz não se sentir precursora para as mulheres
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Em entrevista para o site Torcedores.com, a experiente jornalista Regiani Ritter, de 71 anos, afirmou que não se vê como uma precursora na área esportiva, em vista do momento no qual as jornalistas e, mais precisamente as repórteres, estão passando com relação ao assédio durante as coberturas esportivas.

“Precursora, a que vai à frente, é muito forte. Aliás, quando comecei já tinha algumas jornalistas se aventurando na área esportiva, tinha existido até uma equipe completa na Rádio Mulher. Sempre deixo claro que não fui a primeira, mas a maioria insiste em me chamar de pioneira”, disse Regiani.

A jornalista, com mais de 30 anos de profissão, após comentar que deu início à carreira jornalística na década de 1980, na equipe da Rádio Gazeta AM, onde está até hoje – a convite, para substituir um repórter que ia viajar com a Seleção Brasileira –, declarou que sua formação como atriz a ajudou a ter desenvoltura na hora das entrevistas. “O fato de ser atriz com facilidade para representar, me deu uma cara de brava, forte, de que não aceitaria manifestações de preconceito”.

Quando perguntada se sentia vergonha por entrar no vestiário dos jogadores, Ritter lembrou que, naquela época, “era terrível”, mas que soube tornar o trabalho mais fácil “ligando e desligando o chip de interesse no que os machistas pensavam”.

“Qualquer ação mais preconceituosa eu dava um ‘chega pra lá’, e eles (os poucos que se atreveram) foram entendendo que eu ia ficar, e desistiram de tentar me espantar. Nunca fui feminista de queimar sutiã na praça. Ações falam mais, como por exemplo, eu não deixar me assustar e parar no meio do caminho”, recordou.

Sobre o que está achando do movimento das jornalistas contra o assédio, intitulado “Deixa Ela Trabalhar”, Regiani acredita ser esta “uma tentativa válida”, afinal, “se o desrespeito existe, deve ser combatido”.

E o jornalista esportivo, deve revelar o time para que torce? Para a profissional, quanto menos clubismo, melhor. “Prefiro os jornalistas esportivos que não declaram sua paixão clubística. Difícil acreditar na isenção de julgamento!”.

No final da entrevista, Ritter deixou uma dica para quem deseja iniciar no jornalismo esportivo: “trabalhar muito e não se importar com o trabalho intenso em fins de semana e feriados, tomar chuva, sol, levar pedradas”. E mais importante, segundo ela, “se impor, sempre!”.

Por Leandro Massoni, com informações do site Torcedores.com

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