breaking news

Como o jornalista esportivo deve lidar com o mercado de trabalho?

dezembro 20th, 2017 | by Redacao
Como o jornalista esportivo deve lidar com o mercado de trabalho?
Artigos
0

A profissão de jornalista, sobretudo, da área de esportes, sempre foi uma das mais privilegiadas no campo jornalístico, uma vez que, de certa forma, atrela-se ao fato de acompanhar e transmitir jogos diversos de modalidades variadas e buscar atletas, técnicos e demais personalidades esportivas para a construção de suas reportagens.

Atualmente, o cenário para este segmento pode ser explicado da seguinte maneira: muitos profissionais começam a sair da sala de aula após a entrega e aprovação de seus Trabalhos de Conclusão Acadêmica (TCC) ainda sedentos por uma vaga no tão concorrido mercado de trabalho do meio esportivo.

Então, uma grande parcela desta turma depara-se com a realidade delicada que o jornalismo esportivo está vivenciando, que são as vastas demissões e condições um tanto quanto precárias para o desempenho da função. Alguns acabam desestimulando-se e partindo em busca de outros assuntos para cobrir. Outros decidem aposentar-se precocemente acreditando que não terão condições algumas de se infiltrarem no meio.

Agora, os jornalistas recém-saídos das universidades que são mais persistentes sacrificam-se por uma chance futura em uma redação de esportes, procurando se empenhar a partir de cursos, workshops e até mesmo em trabalhos não remunerados a fim de obter portfólio para, cedo ou tarde, tentaram a sorte ou, quem sabe, através de seus esforços e dedicação, serem reconhecidos pelo seu desempenho para, enfim, ingressarem no mercado.

Esses últimos temas apresentados refletem basicamente o panorama do jornalismo esportivo. No geral, é preciso que o interessado mostre desde cedo sua afinidade não apenas pelo futebol – carro chefe de muitas redações – como também por modalidades que costumeiramente são pouco seguidas pelos profissionais de imprensa.

Por exemplo, quando passamos a acompanhar um determinado esporte e, desta forma, abrir um blog ou criar um canal no YouTube para falar sobre o tema, a tendência é que, depois de um determinado tempo aliada a uma repercussão positiva do seu trabalho, o mercado observa você como um especialista no assunto.

Mesmo que a oportunidade não tenha te encontrado no caminho, a questão é não se desanimar e prosseguir com seu projeto. Atualmente, um produto ainda em forma de um embrião, caso consiga uma parcela de público interessado em seu conteúdo, tem a possibilidade de crescer e expandir-se, possibilitando a criação de contatos de pessoas ligadas à imprensa para futuras parcerias.

Contudo, o sucesso de um projeto, em certas ocasiões, somente depende de um trabalho direcionado aos meios digitais, ou seja, as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram), nas quais pode ser feito um trabalho de divulgação maior a fim de expor o conteúdo que deseja direcionar ao mercado que pretende atingir.

Além disso, o jornalista esportivo que quer seguir sua jornada tanto em um emprego fixo ou fazendo trabalhos esporádicos (como freelancer) necessita ler livros relacionados à profissão, artigos e jornais impressos e digitais. Temas que fujam do segmento de esportes (política, economia, literatura) também são bem-vindos, uma vez que o profissional de comunicação qualificado é aquele que é refinado de conhecimentos e munido de informações.

Vale aqui ressaltar que o interessado em se aventurar no mundo dos esportes deve manter seus sonhos. Já dizia Thalita Leite, profissional de comunicação que hoje é pertencente ao setor de marketing dos canais SporTV, do Grupo Globo: “o jornalismo está passando por uma grande revolução, mas vale a pena”.

“Se vocês sonham em cobrir uma Copa do Mundo, sonhem! Trabalhem, acreditem. Não interessa se o mercado está ruim. Temos que nos reinventar e estarmos abertos as novas oportunidades. Uma hora, as coisas vão acontecer. As pessoas se sentem inspiradas com eventos ao vivo e isso é um grande diferencial em nossa área”, concluiu Thalita, após ser sabatinada pelos alunos do curso de pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Multimídias da Anhembi Morumbi, Campus Vila Olimpia.

Outro aspecto interessante de ser ressaltado é de que o jovem jornalista, em sua maioria, tende a ser mais aventureiro e desbravador, contando ainda com aquela dose de emoção para se aprofundar na área esportiva. Tanto o recém-formado em jornalismo ou profissional de comunicação que anseia pelo campo esportivo, com base em relatos apurados após a análise dos mesmos, tem o poder de criar boas histórias que sejam fontes de inspiração tanto para aqueles que acompanham os noticiários esportivos quanto aos atletas e, por que não, os próprios personagens participantes das reportagens.

Por fim, podemos destacar que a curiosidade é um dos pontos importantes a serem explorados pelo jornalista ainda em seu início de jornada seja absorvendo conteúdos na faculdade, nos meios impressos e na web e até mesmo na rua – que é o lugar de todo o jornalista, em minha opinião. Todas essas informações, posteriormente refletidas, podem vir a serem úteis para que o futuro profissional tenha um senso crítico mais apurado e opinião formada após deparar-se com diferentes situações propostas pela rotina jornalística.

Por Leandro Massoni Ilhéu

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

UA-92541561-1